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Um amor para a vida...

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Bom dia Kath!!!

Tudo bem?!

Minha história é um pouco diferente das que leio em seu blog, em todo caso quero muito partilhá-la com vocês. Há nela muito amor, força de vontade e uma forma peculiar para uma DM1 viver a maternidade, e isso não nos torna menos mãe.

Aos 18 anos recebi o diagnóstico de Diabetes Tipo I com aqueles sintomas clássicos, ou seja,  poluiria, polifagia, polidpsia e perda de peso (emagreci 10 quilos em um mês). Fui internada no CTI  com cetoacidose diabética.

Receber o diagnóstico não foi fácil, a gente não entende no início, e acho que nem a minha família entendeu,ficaram assustados com a internação no CTI. Iniciei o tratamento ainda no hospital com insulina e dieta restrita. Já usei todas as insulinas, atualmente uso Tougeo e Apidra com caneta de aplicação.

Passei por todas as fases, no início achei legal, eu era a diferente, todo mundo perguntava, as pessoas queriam ajudar, me vigiavam comer e eu achava isso legal, era o centro das atenções. Posteriormente veio a fase da negação, comia doce escondido, ficava dias sem aplicar insulina, aquela loucura toda.

Chegou o momento do vestibular, sempre quis ser médica, desde criança, pelo valor da mensalidade sabia que minha família não teria como arcar com a mensalidade, tentei em universidades públicas outros cursos na área da saúde, até passei, mas nada me encantava, queria mesmo era ser médica. Até que fiz o vestibular em uma universidade privada, passei e consegui o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), o que me possibilitou me tornar médica.

Durante a faculdade, fui negligente com meu tratamento. É antagônico dizer, pois por estar na área da saúde, e ter meios, algo estranho me sobreveio. Foi um misto de sensações e acontecimentos. Meus pais se separaram, nas aulas eu tinha contato com as inúmeras sequelas do diabetes e isso me deixava pra baixo, pensando se aquilo ocorreria comigo mesmo... Enfim, eu fiquei por anos anestesiada, impotente e sem ação quando o assunto era tratar do diabetes. Foi uma impotência que não sei explicar. Muitos podem me julgar, mas não foram anos fáceis. Lidar com a pressão da faculdade, pais se separando família se reorganizando, o diabetes e ter que diariamente lidar com suas patologias reais no período da faculdade, em mim causou um efeito reverso, paralisador.

Nos últimos meses de faculdade, fui para uma cidade do interior estagiar, lá conheci meu marido, começamos a namorar e dois anos depois nos casamos. Me tornei Médica (clínica geral) e trabalho em um Pronto- Atendimento.

A relação dele com o DM foi sempre tranquila, isso não nos foi um empecilho, ele tinha poucas informações sobre o diabetes, mas sempre me ajudou no que pôde. Contudo, até hoje se assusta com as hipos rs.

Negligenciei o tratamento por muito tempo, e uma hora as complicações vêm, embora a gente ache que nunca acontecerá conosco. As sequelas do mal controle glicêmico em mim são: retinopatia (já fiz 3 lasers porém está controlada agora, enxergo muito bem); neuropatia (muitas dores nas pernas); nefropatia (renal crônica em diálise, na fila para transplante duplo rim-pâncreas) e mastopatia diabética (alteração nas mamas com nódulos devido ao mal controle glicêmico).

Quando passei a ter uma consciência real da necessidade do cuidado, e passei a me cuidar, já tinha sequelas.

Como na maioria dos casais, quisemos ter filhos, porém com as complicações do diabetes a minha gestação foi contra-indicada pelos médicos, por causa do risco de piorar todo meu quadro.

Receber uma notícia destas, claro, ninguém quer, mas havia dentro de nós um sonho, queríamos realizá-lo, porém não com impulsividade, de forma irresponsável, eu já havia sido negligente demais por anos a fio, agora minha visão era outra . Corria sérios riscos se gestasse, poderia trazer problemas também ao bebê. Nós dois correríamos sérios riscos. Um sonho neste caso, não poderia falar mais alto do que a razão. Nessa hora como médica, resolvi aceitar os conselhos médicos e não engravidar.

Por um tempo havia desistido da maternidade, mas comecei a ler sobre a possibilidade de fazer útero de substituição. Foi então minha irmã se propôs a ser minha barriga emprestada, surgindo para nós, uma luz no fim do túnel.

Começamos a fazer os exames, e graças a Deus tudo estava certo.  Minha irmã já era mãe de 2 meninas lindas, e decidiu gerar os sobrinhos, gesto mais lindo que alguém pode fazer, doação sem limites.

Durante a inseminação, foram inseminados 2 embriões. Sabíamos que poderíamos ter gêmeos, mas esta era uma possibilidade e não um veredicto. Foi então que no primeiro ultrassom já vimos 2 bolsas gestacionais. Foi muita alegria! Dois filhos de uma vez só! E ainda um casal! Era Deus cuidando com todo carinho mais uma vez.



A gravidez foi um período de muita alegria e também de muitos questionamentos. Estava realmente muito feliz, vivendo a melhor fase da minha vida, era uma alegria indescritível, um amor que não cabia no peito.... Feliz de estar realizando um sonho, de ter uma irmã como a minha que me acompanhou, e me permitiu esta concretização... Mas confesso que por vezes me culpei pois não cuidei o suficiente do diabetes para poder me tornar ser mãe... Por outro lado, me sentia muito agraciada por Deus, por Ele ter me concedido a graça de ser mãe mesmo por outro meio, e por ter a minha irmã como parte deste sonho.




O pré-natal foi super tranquilo, minha irmã Renata, graças a Deus tem uma saude de ferro e trabalhou até a semana do parto.Ela mora em outra cidade,para participarmos dos exames e novidades,sempre nos deslocamos até sua cidade, e foi lá que os bebês nasceram.

A cesárea foi marcada para o dia 16/06/2016, quando Renata estava com 38 semanas. Fomos todos juntos para o hospital no dia do parto. Foi emocionante ouvir os chorinhos deles, e ver ali concretizado o ato de amor da minha irmã para conosco. Era uma irmã num ato incondicional e duas novas vidas ao mundo, vidas que amei antes mesmo as conhece-las. Eu e meu esposo ficamos extasiados com tamanho sentimento. Foi uma atmosfera sensacional.

Lucas (São Lucas era médico e como sou médica quis fazer uma homenagem), nasceu com 2.930g e 51cm. Lorena (nome forte que me remete a alguém que sabe o que quer), nasceu com 2.860g e 49cm. Nasceram lindos e saudáveis, tanto que 48h depois do parto já haviam recebido alta.

Há quase 2 anos recebemos a graça de termos nos tornado PAIS. Cada dia uma novidade, uma alegria, uma descoberta, um amor imensurável. Não os amamentei, desde que vieram para casa tomaram fórmula, crescendo alegres e sadios.



Cada um com sua personalidade, características físicas paternas e maternas. Desejados desde sempre,  gerados num ventre regado de amor, e hoje aqui, fruto do nosso amor.

Sempre mantemos contato com a Renata, sou apaixonada pelas filhas dela. Ela é a madrinha da Lorena, sempre que conseguimos nos encontramos.



Agora mais que nunca, tenho a consciência que preciso me cuidar, tenho 2 crianças e um marido que dependem de mim. O que aconteceu, já aconteceu, decidi começar do zero e fazer diferente. Resolvi me dar um recomeço.

Meu controle glicêmico varia muito, ainda mais depois da insuficiência renal e tenho muita dificuldade para me alimentar, as vezes tenho hipoglicemia por conta disso, principalmente noturna.

A vida com diabetes não é fácil, mas quando você aceita e decide lutar em seu favor, ao invés de tentar lutar contra a doença, as coisas vão se ajeitando. Depois que meus filhos nasceram, minha vida mudou de forma indescritível. Trabalho dando plantões em pronto-socorro, em casa cuido deles, estou em processo de exames para um transplante duplo rim-pâncreas que será uma melhoria na minha qualidade de vida para cuidar dos meus pequenos. Mesmo diante desta correria ,amo ser MÃE.

Não espere chegar no ponto que cheguei para poder se cuidar. Cuide-se agora! Tome a decisão de se gostar agora! Ser mãe é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma mulher.Graças a Deus tive minha irmã que me proporcionou essa bênção, mas eu poderia não ter realizado esse sonho por irresponsabilidade minha, porque deixei de cuidar. A gente vive ilusoriamente atrás de um depois, que pode não chegar, ou vir comprometido, como foi no meu caso.

Se cuide para ser mãe, se o desejar. Senão, se cuide por você, por quem te ama. Sequelas trazem sofrimentos a todos, e não só a você. Se cuide para ter saúde para estar com seus filhos, isso não é só prova de amor, mas também prova de responsabilidade e respeito com eles, afinal, os mesmos não pedem para vir mundo, e se veem, precisamos ser maduros o suficiente para mudarmos.

Sou imensamente grata a Deus por estar me dando todas as condições de cuidados atuais com a minha saúde, mas principalmente por ter colocado a Renata em nosso caminho, nos dando a oportunidade de sermos PAIS.

É sim possível ser mãe, esposa, médica e diabética (com todas as complicações) e ser muito feliz.

Eu vejo flores por onde ando. Procuro não olhar para trás, pois vejo que isso não adianta mais. Deixei o passado lá, e hoje só lembro dele quando quero alertar pessoas.

Não desista dos seus sonhos, mas pincipalmente não se esqueça de você!!!

Por isso ressalto, que é possível sim, ser mãe com complicações do mal controle glicêmico, desde que vc tenha uma opção como eu tive. Não recomendo não seguir as orientações médicas, e engravidar sabendo dos riscos. A gente sempre se encoraja por ver a história feliz dos outros meus com complicações. Mas quem nos garante que teremos a mesma “sorte”? Mais do que pensar em mim, hoje penso em meus filhos.

Sigo agradecendo a Deus por todas as graças. Minha mãe será a doadora de um rim para mim, na verdade eu tenho a melhor família deste mundo. Meus dois irmãos também se propuseram a me doar o rim, porém pelos exames, minha mãe seria a melhor doadora no momento. Tenho ou não uma família especial? Sempre se dispondo ao meu favor.



Tenho também o melhor marido, alegre, otimista e sempre enfrentando as tempestades ao meu lado. 
GRATIDÃO DEUS,POR TUDO!

“ Sonho que se sonha só... e só um sonho que se sonha só... mas sonho que se sonha junto e realidade...”
FELIZ DIA DAS MÃES A TODAS.
OBRIGADA RENATA POR HOJE EU SER MÃE.

Quando desejei ser mãe baixei em 6 meses minha glicada de 17,3% para 6,5%

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Meu nome é Jaqueline, tenho 27 anos,sou técnica de enfermagem e tenho diabetes há 14 anos.

Sou filha de pai e avós diabéticos, descobri o diabetes porque dormia no mesmo quarto que minha mãe, ela percebeu que durante a noite eu bebia muita água e vazia xixi exageradamente.Incomodada, ela me levou ao centro de saúde, fizemos o teste, e lá estava eu, adolescente com a glicemia em 480mg/dl. Foi um susto!Não sentia nada. Sai dali fui direto para o centro de diabetes na cidade que eu morava na época ,comecei o tratamento com NPH e Regular.

Estava no auge da adolescência,não foi fácil a aceitação,mas precisava me cuidar, minha mãe me ajudou muito,nesta época meu pai já não morava mais conosco.

Mesmo diante de toda a ajuda,fui muito rebelde, comia doces escondidos e mentia sobre os dextros, mal sabia que o exame da hemoglobina glicada me desmentia... haha

Odiava contar sobre o diabetes para os amigos e namoradinhos. Dos 19 aos 22 anos,larguei de vez o tratamento, não aplicava mais insulina,não ia no médico...Me descuidei mesmo,comia e bebia de tudo,vivia mais internada com "Ceto" (cetoacidose diabética)  do que trabalhando,mas não ligava.

Em 2012 com 22 anos,conheci meu esposo,não falei do diabetes,passei mal no ano novo e ele descobriu,mas como ele era leigo, ouviu só o que eu disse,que era só uma glicemia alta e já passava.

Passando os meses descobrimos a retinopatia junto com a nefropatia,meu chão caiu! Eu estava de casamento marcado e os médicos me dizendo que eu ficaria cega se não fizesse o tratamento.

Ah, detalhe eu já era técnica em enfermagem,mais não cuidava de mim!

Foi quando tomei uma atitude junto ao meu esposo, pedi a Deus uma chance de cuidar de mim e comecei o tratamento.Eu queria um dia ser mãe,sempre quis. Então, minha glicada  que estava 17,3%, caiu pra 6,5% em 6 meses.Contornei a situação de descuido, e, aprendi a aceitar o diabetes e me amar.Fiz um controle super severo,daqueles hard mesmo,não deixei passar nada,fiz criteriosamente tudo o que a equipe médica me aconselhou.Não vi nada como extremismo,mas apenas como uma chance de salvar-me.

Nos casamos,meu marido virou fitness junto comigo cuidamos de mim. A retinopatia foi tratada a tempo, parou de progredir e a nefropatia foi compensada.

Em 2014,o desejo de sermos pais surgiu, fomos a consulta com o endocrinologista que de pronto me disse que eu estava preparada, já que meus exames iam bem.

Passando 7 meses o POSITIVO veio, EU SERIA MÃE!



Tive medo, mas fomos nos cuidando e levando a gestação, com 22 semanas apareceu a pré-eclampsia,anemia e polidranio.Controlei o máximo que consegui,mantive até o nascimento do bebe a glicada em 6,4%.

Fiquei muita inchada porque perdia muita proteína. Com 37 semanas minha medica resolveu fazer cesárea, a glicemia estava meio descompensada, e, eu estava muito inchada.

O Hiago nasceu 09/06/2015 com 3.545kg e 50cm.Lindo e saudável e veio pra casa comigo.


Infelizmente não consegui amamentar,tinha o bico invertido e também sofria muito com as hipos.Minha médica achou melhor entrar com fórmula para o bebê.Fiquei frustrada,mas precisava pensar também em mim.

Não engordei muito,apenas inchei devido a pré-eclâmpsia.Voltei ao meu antigo peso rapidinho.

Hoje controlo o diabetes com NPH e glicazida, porque depois de tantos altos e baixos e muitos exames descobri que tenho Diabetes Tipo Mody 3. Controlo muito porque hoje tenho alguém que precisa de mim. Aliás, além do papai e do Hiago,mais alguém precisa de mim: ESTOU GRÁVIDA NOVAMENTE DO MEU SEGUNDO FILHO! Estou com três meses de gestação.

Queríamos ser pais novamente,mas não por agora.Porém por inúmeros sangramentos,corrimentos e acnes,precisei retirar  o DIU Mirena.Quinze dias depois, descobri que estava grávida.A glicada no ato da gestação estava em 6,9%.Isso foi um alívio! Tenho nefropatia leve,para ela não tem medicamento,apenas controle das glicemias. O resultado dela é perder proteínas na urina. Aliás,antes de descobrir a gestação estava tomando Losartana para proteger os rins,mas agora grávida,não posso tomá-lo. 

Desde que aquele compromisso que firmei,de me cuidar, continuo me dedicando ao tratamento.Sempre penso:Temos muito o que viver por aqui de forma saudável e feliz! Posso me permitir pequenos luxos,mas não mais abusar. Este compromisso firmei comigo mesma e com a minha família. Depois que o bebê nascer,irei fazer laqueadura.Dois filhos está bom demais!

Meu conselho é: Pode ter dado certo uma gestação não planejada, e, com o diabetes descompensado na vida de muita gente,mas eu ainda acho que cuidar-se é a melhor solução. Planejamento e controle trazem consigo segurança.Tudo nesta vida é incerto,mas ter a certeza que o seu melhor foi feito o tempo todo... Traz tranquilidade e alívio. Mas,se a gestação veio no descontrole e sem planejamento...Se cuida,vale a pena...Por você,seu filho e família.

E lembre-se: Mulher com diabetes pode tornar-se mãe!





Precisei mudar de país para poder ter m tratamento digno durante a gestação

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Olá!

Me Chamo Amanda, tenho 20 Anos, descobri o Diabetes Tipo I aos 18 anos de idade, após um procedimento cirúrgico de drenagem de furúnculo (antes de descobrir o diabetes eu tinha muitos).

Passei muito mal em casa, fui desacordada pro hospital chegando lá descobriram que eu estava com infecção generalizada por conta da drenagem e depois descobriram o diabetes que chegou a 800 mg/dl.

Fiquei na UTI por 10 Dias, comecei o tratamento com insulina NPH+REGULAR a fase de adaptação foi horrível, eu não aceitava a doença. Na minha cidade não conseguia ganhar os insumos, sempre faltava as tiras de medir, fui deixando de controlar, até passar mal e ir pra UTI novamente, estava com cetoacidose diabética.

Fiquei oito dias na UTI, a partir daí, comecei a controlar mais, porém a saúde pública da minha cidade é crítica, para conseguirmos uma consulta com o endocrinologista ficamos seis meses na fila, os planos de saúde não cobriam meu tratamento, por eu já ser “doente” como ouvi algumas vezes.

Fui controlando o Diabetes na medida do possível sempre com muito apoio e paciência da minha Família e meu Namorado (hoje marido). Em Dezembro de 2016 minha menstruação atrasou, quando fiz o teste veio o temido POSITIVO, chorei e me desesperei,sabia que meu controle glicêmico não tava ideal pra uma gravidez já tinha ouvido da boca de um médico que eu nunca conseguiria ser mãe por causa da diabetes, que perderia o bebê.

Fiz os exames e com o resultado o médico me internou pra controlar a glicemia, minha hemoglobina glicada estava 10,7%, glicemia em jejum 260mg/dl.

Fomos mexendo nas dosagens de insulina, fui me dedicando ao tratamento e conseguindo controlar as glicemias, fiz a primeira ultrassom e estava tudo bem com o bebê. Graças a Deus!

Com 14 semanas, pedi o encaminhamento pra fazer a ultrassom pra descobrir o sexo do bebê, quando a médica me disse: “Não tente descobrir o sexo, você não passa dos quatro meses de gestação, seu bebê morre antes, sua glicada está muito alta!”. Meu mundo caiu, eu já amava meu bebê, não aceitava o fato de perdê-lo, foi quando decidi ir embora do Brasil,por vários motivos, principalmente pela questão de saúde no país e pelo acompanhamento que eu vinha recebendo em relação ao diabetes. Tenho parentes que vivem na Espanha pensava remotamente em ir morar lá,mas com tudo o que foi nos acontecendo decidimos ir o quanto antes.

Na Espanha, não tive médicos, mas sim anjos que me ajudaram muito, recebia acompanhamento semanal com três médicos e uma enfermeira. Eles reorganizaram o meu tratamento: Trocaram minha insulina pra Humulin e Humalog,acompanhavam minhas glicemias e fazia  ultrassom morfológica todo mês pra monitorar o bebê.Tirando a ansiedade e medo minha gravidez foi super tranquila,o diabetes em jejum ficava 80 / 90 mg/dl e no pós-prandial os valores eram 140/170mg/dl.

Aqui a organização na área da saude é muito superior a do Brasil,nos dão a devida atenção,conseguimos marcar consulta com diferentes especialistas  sem dificuldades,além de conseguirmos nossos insumos sem dificuldades.


Cheguei na Espanha tomando insulina na seringa, eles ficaram chocados quando souberam,aqui só usamos caneta,acham desumano usarmos seringas.


Para receber os insumos basta eu ir no posto de saúde e pegá-los,retiro a quantidade que quero eles não regulam,por que nos dão suporte e acompanham,então sabem que de fato estamos utilizando.


Enquanto definíamos o nome do bebê, pensei em muitos nomes,mas o que mais o definia,era Bernardo, por seu significado: Forte como um urso.




Minha DPP (data provável do parto) estava prevista para 30/08/2017, porém minha bolsa rompeu no dia 19/08/2017. Depois de 28 horas de trabalho de parto induzido,notou-se que a cabecinha dele estava virada,por isso não arriscaram mais no parto normal e fizeram cesárea.




Ás 06h55min do dia 19 de agosto de 2017, ouvi o chorinho que me fez renascer, me fez descobrir o verdadeiro sentido da palavra amor, hoje tenho que me cuidar mais e mais, ele precisa de mim!

Meu Bernardo nasceu de 38 semanas e três dias, pesando 3 quilos, medindo 46 centímetros e foi direto pro quarto comigo. Teve duas hipoglicemias, não tivemos dificuldades na amamentação, tanto que ele mama no peito até hoje .


Minha recuperação e cicatrização foram perfeitas!

Confesso, é desafiante conciliar maternidade, diabetes, casa e casamento. Aqui na Espanha somos apenas nós três, eu, meu marido e Bernardo, não tive ajuda no resguardo,meu esposo estava trabalhando direto,mas na medida do possível é presente. Deus nos capacita. Às vezes passo da hora comer ou como lanches por pressa,porém estou conseguindo controlar a glicemia.

Meu tratamento neste momento só não está melhor pois muitas vezes não consigo ir as consultas,no tempo de frio ou neve,não tenho como levar o Bernardo nas consultas comigo e nem com quem deixá-lo.



Digo que se eu lutei pra gerar ele, Bernardo lutou pra viver!


Daqui quatro Anos quero dar uma Irmãzinha pra ele!

Pra você que sonha em ser mamãe, não desanime, o diabetes não nos impede de nada, só nos exige sermos mais cuidadosas, no final todo e qualquer sacrifício você verá que valeu a pena.

 Ser mãe é o dom Mais Lindo da Vida!

Tenho Diabetes Tipo II,38 anos e estou gestante

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Olá!

Meu nome e Inara Cristina, tenho 38 anos, sou casada há 22 anos, costureira sou diabética tipo II há 12 anos, tomo a insulina NPH e a Regular, faço uso da caneta de insulina.

Todo o meu tratamento é feito pelo SUS.Foi assustador receber o diagnóstico do diabetes,depois a gente vai se cuidando e se acostumando.

Recebi o diagnóstico do diabetes na gravidez da minha primeira filha, hoje com 12 anos, ela nasceu de parto cesárea,com 4.900kgs e 51 cm. Ela foi amamentada até os dois anos de idade, meu marido sempre me ajudou muito. Graças a Deus!

E assim com a glicada em 8%, engravidei,embora não tenha sido uma gestação planejada, estamos muito felizes!Estou me cuidando o quanto posso,com a dieta equlibrada, medições de glicemias sendo feitas e alterando quando necessário as  dosagens de insulina.

Atualmente minha glicada está em 7.4% e estou com 31 semanas de gestação. A data prevista para o parto está para abril.  

Tenho tido os cuidados necessários, mas coma idade (38 anos),diabetes e pressão alta,confesso, tem sido desafiante.

Estamos ansiosos para o nascimento do João Daniel,crendo e fazendo o possível para que ele fique bem dentro da barriga e seja muito bem-vindo aqui fora.




"Hoje enxergo além de tudo o que já vi"

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Meu nome é Deborah, sou diabética tipo I desde os seis anos, ou seja, 22 anos de diagnóstico e lutas. Hoje tenho 28  anos, abandonei a carreira no direito, para seguir como educadora, sou professora dentro de um complexo da Fundação CASA, antiga FEBEM.

Meu diagnóstico surgiu depois da Páscoa, estava com perda acentuada de peso, mas todos falavam que era a idade de crescer e não engordar. Ganhei muito chocolate e também uma cetoacidose... Fiquei mais de uma semana internada e quase morri até darem o diagnóstico de Diabetes Tipo I.

A preocupação do meu pai era a conta hospitalar e da minha mãe era manter- me viva.

Lembro bem pouco da situação, recordo-me das visitas do meu avô paterno, das picadas no pé com aquelas agulhas imensas, e do Dr. Celso, que por muitos anos nos auxiliou.Na época do meu diagnóstico, as glicemias capilares eram feitas no pé com agulhas grandes,doía muito,a justificativa dos médicos eram por eu ser uma criança e ali ser o melhor lugar. No dia-a-dia fazíamos o teste de urina, eu fazia xixi, nele colocávamos uma fitinha (que cortávamos em várias partes para economizarmos) e pela cor que aparecia tinhamos noção do valor da glicemia.Apenas anos depois que passamos a fazer as glicemias capilares, tanto que no início minha mãe só furava meus polegares,até aprendermos a rodiziar.

Já havia ficado doente seriamente anos antes, só que com outra doença. Quando eu tinha cinco meses de vida tive um higroma e aos seis anos veio o diabetes. Doença esta que mais  tarde viria a colaborar para o óbito de meu pai...

A convivência com a doença nunca foi fácil, eram hipos graves, seguidas do rebote das hipers ou hipers sem motivos. Vivíamos em uma roda gigante glicêmica, mais do que o normal. Minha mãe sempre batalhando comigo... Gratidão por esta guerreira.

Quando completei sete anos, meu pai faleceu em decorrência de uma infecção do pós-cirúrgico que não cicatrizava,pela constante descompensação glicêmica. Meu pai morreu “da doença” que eu tinha...Imaginem como eu fiquei mesmo sendo uma criança.

A adolescência foi um período bem complicado no controle. Anteriormente usava uma insulina mix 80/20, ela saiu de mercado e deu lugar a 70/30, que acabou dando lugar a NPH e Regular. Todas elas fizeram parte do meu tratamento.

Com a NPH e Regular, passei a ter hipos severas e sucessivas internações. Era um sentimento de fracasso desolador! Nada dava certo. Dando lugar a uma desistência e falta de força para lutar, a mesma me levou a uma cetoacidose e para a UTI. Devo salientar, que foi a partir daí que resolvi de fato tomar as rédeas da doença. Depois disso, entrei com tratamento com a Lantus e a Humalog, e a coisa mudou drasticamente em minha vida... Em todos os sentidos!

Não tinha mais tantas hipos e podia estudar estagiar e viver plenamente. Formei-me em direito e logo entrei na faculdade de história. Que vitória!

Tenho um amplo histórico de cirurgias bem sucedidas e sem relação com diabetes, inclusive a mesma cirurgia que levou a morte de meu pai (um cisto sacro). Foram quatro cirurgias, a quinta aberta e cicatrizada lindamente! Tudo isso era animador, minha vida mudou muito depois do novo tratamento.

Nos anos seguintes,houveram momentos de abandono do tratamento,rebeldia,más escolhas e decisões,porém logo eu voltava a órbita.

Durante todo meu tratamento, ouvi que gravidez e diabetes eram sentença de morte para a mãe ou para o bebê... E lógico minha família também convivia com esse fantasma.

Aos 26 anos, casada há 3, com um homem que se tornou um especialista em diabetes, e que também morria de medo de me perder em uma gestação, decidimos tentar. Minha glicada não estava boa... Consegui deixa-la em 11,2% quando tive a certeza da gravidez. A glicada não era a ideal,sabíamos,mas havia um esforço enorme em alcançá-la,tanto que foi na gravidez que tive os meus controles e glicada.

Grávida
Com três meses de gestação e glicada de 8,5%, decidi comunicar a família! Meu marido sempre apreensivo e minha mãe em estado de choque esperando o pior. Desde o começo da gravidez, acompanhei tudo pelo convênio e pelo alto risco do SUS, que diga se de passagem foi espetacular.

Tive muitas hipoglicemias severas durante a gravidez, a ponto de necessitar que meu marido me aplicasse glucagon para eu retomar a consciência.

Passamos momentos difíceis neste período,contudo, eu considero que a pior parte sempre foi a psicológica.Era enlouquecer ver no consultório mães perdendo seus filhos,fazendo parto de natimorto,ouvir sobre os resultados de uma glicada alta para uma gestação.Gente,dava para pirar,com certeza dava. As pessoas tem sérias dificuldade de serem empáticas,incrível isso!

Sempre tive plano de saude,esta foi uma coisa que minha mãe fazia questão,pois sabíamos da demora do SUS em certos atendimentos e exames. Anualmente fazia todo o check-up ocular pelo convênio,mas foi em 2015 que tivemos o primeiro sinal de retinopatia,tratava-se de pequenos vasinhos,nada alarmante. Com a gravidez comecei a ter hemorragias significativas, de uma retinopatia inicial passei a ter uma retinopatia proliferativa,foi um salto enorme de uma para a outra, com três meses de gestação tive o meu primeiro sangramento e com seis meses o sangramento mais forte.

Com 5 meses de gravidez, precisei pedir licença do meu serviço, pois já com a barriga grande, passei por uma situação de grande estresse lá. Houve uma rebelião dentro da unidade e me fez ter um pico de pressão e hiperglicemia. Foi tenso! O melhor foi afastar-me do trabalho.

Neste período, apareceram as moscas volantes e manchas na cor vinho que atrapalhavam a minha visão. Ao ir ao hospital dois médicos se divergiram nas opiniões, um queria me internar, outro não,até que encaminharam para um hospital especializado. 

Ao chegar no Pronto-Socorro indicado,a médica que me atendeu disse que meu caso era cirúrgico,meu médico não aprovou a cirurgia devido a gestação e assim fomos levando com lasers até que a bebê nascesse. Este foi o meu pior sangramento ocular, na gestação.

Acordei de madrugada,acendi a luz e não enxergava nada, porque os vasos que romperam em ambas as vistas,pegaram toda a minha visão central,eu não enxergava nada,era uma mancha preta nos meus olhos,só enxergava pontos de luz,esta mancha  causou um edema no olho esquerdo,o médico não identificou o edema,antes da minha filha nascer fiz uma injeção no olho. 

Fiquei uma semana inteira internada com quadro de pré-eclampsia e instabilidade da glicêmica, além da perda gradual da visão. Fiz laser e tudo foi se controlando na medida do possível.

Minha médica me pediu regularmente ultrassom e outros exames, basicamente a cada 15 dias passava nos médicos do convenio e semanalmente no SUS.

Passei a gestação inteira com medo de ouvir o “óbito fetal”, então a cada vez que a via no ultrassom ou escutava o seu coração, me sentia em paz. No consultório mesmo, conheci outras diabéticas que perderam o bebê tardiamente. Isso era amedrontador!

Ao sabermos o sexo do bebe decidimos o nome seria Morgana. Escolhemos este nome ao lermos o livro As Blumas de Avalon.Morgana era uma forte e decidida feiticeira.A grande bruxa!E como protegida de uma grande bruxa, minha bebê merecia esse nome!

Fizemos o teste com a bomba de insulina durante a gestação,mas em meio ao turbilhão de coisas que nos ocorreram na gravidez,protelamos para depois do nascimento da bebê. Estamos vendo esta questão para que eu possa colocá-la e melhorar meu tratamento.

Com 31 semanas, passei por consulta no Hospital Santa Joana para agendar a cesariana e eles recusaram por ser muito antes do tempo. Na mesma semana (01-11-16), era a minha perícia do INSS, nesta, ao examinar-me o perito me recomendou ir para o hospital, pois julgava que Morgana deveria nascer.

No dia 05/11/2016, com 32 semanas de gestação, era a inauguração do Estúdio de Tatuagem do meu marido, às 5 da manhã deste mesmo dia, quando voltei do banheiro para cama, a bolsa estourou. Ficamos assustados pela quantidade de líquido que saiu, entramos em pânico. Procurei ter calma e liguei para o convênio, que me orientou a ir ao Hospital Santa Joana ou Pro-Matre e assim fizemos.

Sem dor, sem angústia, mas com medo seguimos para o hospital. Dei entrada no Pronto Socorro as 07h30min, estando com quatro dedos de dilatação. Morgana estava sentada, pesando quase 4 quilos. Fui acompanhada e analisada o tempo todo. O anestesista verificou que estava com um inchaço exagerado nas costas e acompanhou picos de pressão alta, solicitou então urgência na minha cesariana.

Ela nasceu bem, precisou ser assistida por um período na UTI Neonatal.Não consegui amamentá-la,meu leite secou por tanto estresse.



Passei muito mal no centro cirúrgico. Às 11h05min do dia 05/11/2016, Morgana veio ao mundo, pesando 3.850kgs e medindo 45 centímetros.

Hoje Morgana está linda e saudável. Alegra a todos com sua espontaneidade. A mamãe aqui que passou a ater complicações. A gente sabe,uma hora o corpo fala e põe para fora todas as nossas rebeldias e descontroles com o diabetes,comigo não foi diferente. Fica aí o alerta para quem acha que empurrando com a barriga ou fazendo umas coisas e compensando depois não traz problemas.




Minha retina rompeu depois que a Morgana nasceu.Estou cega de um olho e tratando o outro. 

Quando ela nasceu,3 semanas depois fui em outro oftalmologista escutar uma nova opinião, sentia que algo estava estranho comigo,quando ele foi realizar meu fundo de olho,notou que meu caso era grave,chamou dois especialistas em retina.Assustados me encaminharam ao centro de referência com urgência,disseram-me que minha retina estava partida no meio.

Precisei fazer uma vitrectomia (procedimento cirúrgico que faz a remoção do vítreo – fluído que preenche o interior do olho), quando minha filha tinha 1 mês e quinze dias.No decorrer dos meses fui realizando outros procedimentos como: retirada de catarata, lasers e começamos a injetar quimioterápticos. 

Comecei a tratar com uma equipe especializada, foi aí que soubemos que o médico anterior não havia feito o tratamento adequado na minha visão,não havia nenhum sinal de laser,como se ele nem tivesse mexido no meu olho.Isso foi muito estressante e angustiante para mim.



Neste processo comecei a descrever para o médico,dores de cabeça horríveis,vermelhidão ocular, desconforto e visão borrada em ambos os olhos. O oftamologista disse que havia a possibilidade de eu estar com glaucoma de angulo fechado na visão boa, mas achava raro,uma vez que isso pouco ocorre em paciente com retinopatia diabética.

Fui fazer os exames para sabermos do que se tratava,eu até ria pensando"Mano, do jeito que sou sortuda,vou estar com isso aí." Dito e feito,os exames apontaram, estava com glaucoma de angulo fechado.

A médica que realizou o exame não me disse nada a respeito, o médico também não,ficou um diagnóstico velado, eu com minhas pesquisas e sensibilidade diabética,sim, passamos tê-la após 22 anos de diagnóstico sabia do que se tratava.O médico me preescreveu um laser, disse o que me aconteceria.Me assustei com as inúmeras possibilidades de problemas com o olho bom, e assim não fiz o Yag Laser,fiquei numa sinuca de bico entre fazer o procedimento ou deixar como estava,ambos poderiam me acarretar em problemas,por isso não o fiz.

Atualmente faço laser no olho bom,o recomendado seria quinzenalmente,porém, não o faço pois passei a perder a visão periférica e minha vista está muito sensível,a ponto de não suportar o tratamento com frequência. Por hora, a médica vai me avaliar e dizer sobre os próximos passos. Ela deixou de atender  meu plano de saude,os demais não me passam a segurança necessária,já que por um mal atendimento e um laser mal aplicado, perdi minha visão. 

Está tenso!Como mãe,dona de casa,profissional...Como pessoa mesmo sabem? Imaginem como fico,muito impotente, não enxergo nada de um olho e perdi a noção de profundidade do outro,tropeço nas coisas.É fogo! Durante o dia consigo levar,mas a noite para minha é terrível. Tenho o risco eminente de perder a visão do outro olho.Não posso mais atuar no sistema prisional que era o que eu mais amava fazer (estou afastada pelo INSS)...

Hoje os médicos me dizem que o melhor é manter a glicemia estável.Mas como? Qualquer inflamação na visão por menor que seja, e sendo tratada rapidamente me ocasiona numa hiper daquelas.Fora que há outros fatores intrínsecos na vida de uma diabética,como gripes,período menstrual,estresse e etc. que alteram as glicemias. Tenho me dedicado ao máximo,não tem sido displicência minha.

Me falam que Deus pode me curar, eu acredito,porém mais do que isso,acredito que isso foi fruto das minhas decisões, escolhas e falta de amparo profissional.Sim,neste percurso achei muitos médicos desinformados, que me tratava como mais uma,que não dava a devida atenção para o diabetes...Sem empatia nenhuma! Achei uma boa endocrinologista  há 5 anos, e nos anos anteriores o que fiz? Tá fui negligente muitas vezes e isso somado a falta de aparato, foi o BUM que resultou  hoje.

Tenho minhas responsabilidades diárias como pessoa, estou cega de uma vista,com a outra comprometida, tenho diabetes para cuidar,lembrando que trata-se de uma doença lábil,sinto dores na perna,tenho sinais de neuropatia,tanta coisinha que no conta gotas, forma uma massa gigantesca. Não é só fechar a boca, para se ter um bom controle glicêmico!

A maternidade foi um sonho que realizei do qual jamais me arrependerei, a alegria que minha filha traz para mim é indescritível, a vida só faz sentido porque ela existe para me alegrar e mostrar-me que vale a pena lutar. Não me arrependo de tê-la tido mesmo em meio a tudo o que anda me ocorrendo, já lhes disse acima, cada ação,gera uma reação e assim foi comigo.

Minha dica é:Cuidem-se! Não façam loucuras! Uma hora a casa cai!

Os cuidados se estendem no antes, durante e após o nascimento do bebê. Hoje arco com minha rebeldia e com meu desconforto com a doença, tenho sequelas, mas vivo muito bem sob os cuidados necessários e visando uma vida plena com minha família.