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Paciência e cuidado, estas foram a chave para minha gestação

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Me chamo Gisele , tenho 33 anos, sou Auxiliar Administrativo e diabética tipo I há 20 anos, usava insulinas lantus+humalog e na gestação nph+humalog na caneta.

Fui rebelde durante a adolescencia e parte da fase adulta tambem, mas decidi que tinha que mudar quando me casei, pois passei a viver por um objetivo que era ser mãe. Minha equipe médica era nota 10, só cabia a mim melhorar minha vida como diabética. Minha familia não se preocupava muito, por falta de informação, já meu esposo sempre procurou  saber o que eu sentia e o que era o diabetes para estar sempre pronto a me ajudar. 

Me casei em 23/05/2009 e um ano depois decidi que estava na hora de ser mãe, mas o tempo foi passando e a gravidez não acontecia, nenhum problema de infertilidade nós tínhamos, foi então que 3 anos e 3 meses depois de tentativas veio o meu tão sonhado POSITIVO, a partir daquele momento sabia que minha vida mudaria completamente, pois já não vivia só pra mim, pois tinha outro coração batendo aqui dentro e só dependia de mim para crescer e vir ao mundo saudável.

Quando engravidei estava com a glicada em 6,5%, fiz meu pré-natal em uma clínica particular com o Dr. Ricardo Genofre um anjo em minha vida, que sempre acreditou em mim, mesmo quando eu estava desanimada por não conseguir engravidar ele sempre me mostrava que era possível. 

Todos os meses quando ia nas consultas confesso que saia de lá feliz, mas meu sentimento maior era de alivio, pois ao saber que minha filha estava crescendo normalmente e saudável apesar dos riscos ficava aliviada, tinha muita preocupação de como ela viria ao mundo se seria antes do tempo, se seria prematura, se precisaria de UTI, e o meu maior medo era de não poder levá-la para casa junto comigo na minha alta do hospital,estes questionamentos de grávida diabética que algumas de vocês já conhecem.

 Tive uma gestação relativamente tranquila, apenas com um pequeno descolamento no início que não tem nenhuma relação com o diabetes fora isso nenhum problema, fiquei 15 dias de repouso e resolveu. Todos os pré-natais sempre noticias boas, minhas glicadas eram de 5,7/5,9/5,2/5,1 tive pouquissimas hipers mas algumas hipos.

Fiz ultrasom todos os meses,ultrasom morfológica com 23 semanas, exames de sangue, a saúde do meu bebê durante a gestação sempre esteve dentro do normal.

Quando soube que era uma menina, decidi que se chamaria Maysa, pois quando eu tinha uns 14 anos conheci uma moça que eu gostava muito que tinha esse nome,apaixonei por ele e ficou. Quando conheci meu marido já o comuniquei que aquele seria o nome de nossa filha.

E assim no dia 07/07/2014 pesando 3.060 kg e medindo 49 cm com 39 semanas veio ao mundo minha Maysa em um parto cesárea com dia e hora marcados, sem nenhum imprevisto ela veio ao mundo cheia de saúde, tinha muito medo que ela precisasse de UTI mas graças a Deus não precisou pois não fez nenhuma hipo.


Nascimento da Maysa.

Quanto a amamentação, ela mamou pouco, até dois meses apenas, não produzia a quantidade de leite suficiente... Uma pena! Pois queria ter amamentado mais... 


Esta é a Maysa, filha da Gisele, DM 1 há 20 anos.


Engordei 8 kgs e perdi 6kgs até agora, estou tentado emagrecer pois já estava um pouco acima do peso quando engravidei, estou com 71 e deveria pesar aproximadamente 65. 


Maysa e Gisele


Sou muito grata a Deus por ter me feito mãe de uma forma tão abençoada, e digo pra todas aquelas que tem esse sonho, não desistam pois Deus tem um tempo para cada coisa e com determinação e bom controle podemos sim ser mães.


Esta é a Maysa, filha da Gisele, DM 1 há 20 anos.

Esta é a Maysa, filha da Gisele, DM 1 há 20 anos.



E começam os acidentes domésticos do filho da diabética rs

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Dia 19-9-2014  aconteceu algo em casa q eu ñ esperava... Talvez irresponsabilidade minha...
Dou os potes vazios de fitas de medir para o Davi brincar, ele se diverte. Hoje enqto brincava o pai notou algo diferente,qdo foi olhar, Davi havia mordido a tampa do pote na boca, ele havia mordido e estourado a tampa,e sairam da mesma várias bolinhas q se espalharam pela casa...
O virei de cabeça para baixo procurando as bolinhas,achei apenas 2 na boca dele...Ufa!!!
Pessoal,cuidado para que não aconteça o mesmo com vcs!!!
Vanessa uma colega, leu a bula e me passou as seguintes informações, que os ajudará muito também.

"- A tampa do frasco com as tiras-teste possui um material dessecante ATÓXICO, à base de SILICATO. Em caso de ingestão acidental do material, beba água abundantemente. Caso tenha alguma dúvida, ligue para o Accu-Chek Responde.

- Co
nserve o sistema de testes de glicemia, incluindo todos os seus componentes, fora do alcance de crianças com idade inferior a 3 anos. Há perigo de asfixia em caso de ingestão de pequenas peças (p. ex., fechos, tampas ou similares)"



Desabafar faz bem! Aliás é necessário numa gestação diabética

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Há uns meses atrás escrevi para o blog da Kath, estava desesperada e me sentia desamparada quanto ao diabetes e gravidez... Aquilo seria possível? Eu era totalmente desinformada não sabia o que fazer... Escondia de toda a minha família o diabetes, só meu marido sabia, tinha medo do que poderiam pensar...Eis aí a minha história... No começo da minha gestação escrevi um texto para este blog pedindo para não ser identificada,precisava desabafar segue o link:

http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/07/diabetes-nao-revelado.html
Vamos falar de mim e minha gestação agora...


Sou Ana, tenho 30 anos, sou DM 2, uso insulina NPH e descobri o diabetes num exame de rotina , me adaptar a nova rotina  foi um pouco estressante, escondi o quanto pude minha doença com medo do que os outros pensariam...

Tive meu primeiro filho com 21 anos e queria muito ter mais um(ainda não era DM), de preferência uma menina, que inclusive já tinha até nome rs: Júlia.

Decidi engravidar e fui fazer os exames necessários, na verdade eu sabia que tinha algo errado, pois havia emagrecido mais de 30 kgs sem nenhum esforço. Ao entrar no consultório e ouvir o resultado, que na verdade acho que já sabia, a minha primeira pergunta foi :POSSO ENGRAVIDAR?
Senti medo da resposta, mas graças a Deus foi:  SIM, BASTA SE CUIDAR!

Confesso que não era fácil, sempre fui de comer bem e muita besteira. Também não me aceitei, não aceitava a doença sabe?

Ai minha vida foi mudando, comecei a tomar remédio, logo em seguida , devido a vontade de engravidar, passei pra insulina.

Mas, escondi de todos, só mesmo meu marido sabia, nem meus pais.

Tive uma gravidez bem tranquila, em relação a pressão alta e outras doenças, se não fosse pelo DM teria sido perfeita,tive muitas hipos e consequentemente hipers, pois comia pra corrigir e ai aumentava muito, o medo e ansiedade as vezes  aumentavam minha fome, e vinham as hipers. No dia 12 de agosto de 2013 consegui depois de várias tentativas confirmar o que eu já sentia, esperava por uma menina, que feliz eu estava.



O tempo foi passando e no ultimo mês de gravidez, contei pra minha mãe que estava com diabetes gestacional, mas que era normal, muitas amigas tinham e tudo estava tranquilo. Ela até que acreditou. Minha cesária foi marcada para o dia 20 de dezembro de 2014, mas no dia 16/12 as 10 hs da noite em meio a um churrasco de encerramento do futebol do meu marido, minha bolsa rompeu. Mas como o liquido estava saindo aos poucos achei melhor ir pra casa e descansar, só pela manhã do dia 17/12 liguei para o meu médico que pediu que fosse a seu encontro.

Estava  em trabalho de parto  há horas e nenhum dedinho de dilatação, o médico decidiu fazer uma cesárea, fui para o centro cirúrgico e a exatos  12:57 nascia minha princesa linda e saudável: Júlia, idade gestacional 36 semanas e 6 dias, 4,200kg e e 50 cm. Ao escutar seu choro, não consegui me conter e cai em lágrimas de emoção!!!! 

Como demorei a ir para o quarto devido a cesárea, deram uma chuquinha de NAN pra ela, e por causa da hipo que ela teve ( normal para um bebê de DM) deram mais uma. No outro dia minha bebê estava ótima, mas não queria mamar, achei que fosse normal.

Na hora da alta, perguntei se seria normal ela ainda não ter feito cocô, desde que nasceu, e ai vem a parte triste do nascimento dela, mas graças a Deus com um final feliz.

Depois de muitos exames feitos as pressas, o diagnóstico, minha filha tinha uma obstrução no intestino e por isso não passava o cocô. Havia uma falha. Teria que ser operada imediatamente, mas teria que ser em um hospital com UTI neonatal e a única que tinha vaga seria só para o outro dia.

Fiquei sem ação, minha princesinha ali, toda cheia de coisa, era soro, era sonda no nariz, uma tristeza.Era por isso que ela não queria mamar no peito, como não fazia cocô, estava com o estomago sempre cheio. Passei aquela noite inteira acordada, não conseguia pregar os olhos, era dia 18 de dezembro, minha filha seria operada em outra cidade e o pior, meu medico não me liberou pra ir com ela, eu tinha acabado de fazer uma cesariana com laqueadura.

Como eu podia aceitar? Como eu poderia deixar ela ir? Ela precisava de mim, mas eu precisava ser forte. Chorei muito, muito, durante toda aquela noite, mas Deus estava no comando e eu tinha certeza que tudo ia dar certo. Durante a madrugada eu rezei e pedi a Deus que curasse minha filha, que operasse ela e que eu prometia fazer algo que fosse dificil para eu cumprir,  na hora me veio a cabeça: Assumir minha doença e contar pra minha mãe a verdade. E eu prometi.

No dia seguinte as 7 hs da manhã entra a enfermeira no quarto e me pede uma fralda nova, eu sem empolgação apenas entreguei pois durante a madrugado ela já tinha vindo buscar uma pois tinha muito xixi, mas pra minha alegria  Deus estava comigo, e ela me disse  ELA FEZ COCÔ !

Kath, na mesma hora eu cai no choro , eu e meu marido. Era tudo que eu precisava ouvir, eu estava ali esperando a ambulância chegar pra levar minha filha, sabendo que eu passaria o natal em casa sozinha e ela no hospital a quilômetros de distancia de mim. Então neste momento foi adiada a cirurgia dela, mas eu sabia que ela tinha sido operada por Deus.

Precisava cumprir o prometido né?E assim que chegasse em casa ia chamar minha mãe e contar toda a verdade, quando de repente entra meu médico pra me ver e la vem a minha mãe perguntar pro doutor se essa tal diabetes agora ia embora, que saia justa, ele olhou pra mim, eu olhei pro chão e pensei, é essa a hora, e falei ali, na frente de todo mundo, meu marido que já sabia, meus pais , que ficaram sem palavras e minha cunhada que aceitou bem.

Nossa!Como foi difícil pra mim!Mas eu sentia um peso tirado das costas sabe?Assumir isso pra ela. Claro que ouvi um belo sermão, no primeiro momento ela ficou bastante chateada comigo, foi embora do hospital brava comigo. Mas depois passou e hoje  ela já se acostumou.

Sempre digo que Deus é maravilhoso, e tudo, tudo tem  a sua hora, a hora que ele  decide.

Resumindo, eu queria sair do hospital no dia seguinte, mas acabei ficando 4 dias lá, entrei na terça de manhã e só sai na sexta, que na verdade era o dia marcado pra ela nascer, mas sai feliz, com minha princesa nos braços.

Se foi fácil? Não, não foi, passei por momentos durante a gestação de chorar escondido, de querer comer e não poder... Mas faria tudo de novo sem  pensar, pois a recompensa é maravilhosa, cada vez que olho para o seu rostinho afirmo que valeu a pena sim, e não me arrependo de ter feito o que fiz. Sei que se tivesse contado antes, seria julgada quando engravidasse, pois na minha familia já tem uma pessoa que tem essa doença e todos dizem que ela não pode ter filhos por isso, mas eu estou aqui pra provar o contrário. Basta  querer.

Deixo uma mensagem para aquelas que tem a doença e pretendem ter um filho, façam, agora, hoje, não espere nem mais um minuto. É gratificante. Vale muito a pena. É difícil? Dá medo? Tem altos e baixos? Sim!Mas tudo na vida é assim!

Hoje sou a mulher mais feliz desse mundo, cada vez que olho pra minha filha e lembro de tudo que passei, me sinto orgulhosa, ganhei o melhor presente que Deus poderia ter me dado!!!

Essa é a minha história!! Espero que tenha gostado e que possa ajudar outras mulheres!!!

Obrigado por tudo!!

Beijos






Mãe diabética Tipo 1: muita dedicação, oração e um grande sonho realizado a Maternidade

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Me chamo Leiliane Stefanello, tenho 27 anos, nasci em Araputanga, uma cidade do interior de Mato Grosso, onde resido até hoje. Nasci numa família linda, com meu pai e minha mãe muito abençoados. Sou a filha caçula de 3 irmãs e desde os 16 anos sou diabética tipo 1.



O que para muitas pessoas talvez fosse uma desmotivação, para mim, descobrir o Diabetes na adolescência foi um verdadeiro impulso para que eu quisesse viver mais, melhor, feliz, saudável e com a responsabilidade de conviver com uma doença que exige da pessoa disciplina, dedicação e conhecimento sobre a mesma. Graças a Deus sou muito feliz, sempre sorridente, bem humorada e que desde o primeiro momento aceitou esse pequeno “detalhe” na vida da melhor forma possível: conhecendo o problema e me cuidando bem para poder conviver bem com ele.

Sou Professora de Biologia e amo o que faço.  Apaixonada pelos meus alunos, compartilho com eles, sempre que possível, meu modo de vida, o estilo de vida saudável que levo e como podemos conviver “numa boa” com uma doença crônica. Falo no intuito de informar, pois quando fui diagnosticada com Diabetes tipo 1, no ano de 2003, não sabia quase nada sobre o assunto, por isso, como professora de Biologia, sempre considero pertinente a abordagem deste tema, que é cada dia mais comum nas pessoas, e infelizmente acomete também crianças e adolescentes.

O que é informado às pessoas é somente os casos de complicações, mortes e coisas ruins sobre a doença. Nunca te passam algo positivo quando você ainda não conhece seu problema. Só te dizem que vai ficar cego, amputar dedos e pernas, ou coisa assim, ah dizem também que mulheres morreram ao tentar ter filhos. Cruel!

Sou casada há 7 anos com uma pessoa maravilhosa (André Stefanello), com quem namorei desde o ano de 2003 e agora mãe do Davi Luiz, nosso príncipe esperado e planejado, Presente de Deus!

Escrevo para este blog a convite da minha amiga virtual Kath Paloma, pessoa muito especial, com que partilhei várias dúvidas durante a gestação e autora do blog, o qual sempre me motivou acreditar entre outros fatores numa gestação tranquila e com final feliz.

Sempre soube que poderia ser mãe e já sabia que isso necessitaria de muitos cuidados e um acompanhamento especializado com equipe médica competente. Moro no interior de Mato Grosso e para todos estes cuidados já sabia que precisaríamos de tempo e uma preparação financeira para estes gastos.

No dia 21/09/2013, a pedido do meu marido, que completava neste dia 30 anos parei de tomar anticoncepcional. Na verdade já queria parar há muito tempo, mas ainda faltava coragem, visto que minha hemoglobina glicada ainda estava 8 e para uma gestação segura os médicos recomendam pelo menos 7, nos 3 últimos exames, por isso tínhamos um pouco de receio ainda, mas a confiança em Deus acalmava e nos dava a certeza que daria tudo certo.

No dia 12/11/2013 fiquei grávida, mas só confirmamos no exame BetaHCG no dia 03/12/2014. Foi uma alegria muito grande, uma emoção muito forte e a esperança de controlar a glicose para seguirmos com uma gestação segura.



Começei o pré-natal no outro dia. Consultas com endócrino todo mês, a quem enviava planilha a cada 7 dias dos dextros e nutricionista, também faziam parte da rotina de cuidados. Atividade física, como caminhada e Pilates também fizeram parte dos cuidados. Lia também muitos blogs de outras mães diabéticas, com relatos em sua maioria positivos e com final feliz. Conversava com elas por e-mail e telefonte também. Lia principalmente o da Kath Paloma e Elisa Kobayashi ( Blog Doce Dia).

As ultrassonografias começaram, uma a cada mês, e a cada uma delas com resultados dentro da normalidade a certeza que estava dando tudo certo. Como todas as outras gestantes Diabéticas, sentia até o 3º ou 4º mês muita hipoglicemia. Isso exigia de mim mais cuidados e mais exames de dia e de madrugada para que ela não caísse muito, mas felizmente se estabilizou depois. Minha hemoglobina glicada melhorou e passou durante a gestação entre 5,5 e 6,5.

Contudo toda a gestação passei bem, posso dizer de maravilhosamente ótima, muito disposta, feliz e confiante, em ritmo de vida normal, sem nenhuma consulta fora do pré-natal e nenhuma intercorrência. Trabalhei durante toda a gestação, continuei com meu Mestrado também e isso foi muito bom, pois os dias passavam mais rápido. Um amigo inseparável foi meu aparelhinho de medir glicose, que sempre estava comigo durante a gestação. Tinha medo da glicose cair ou subir demais. Mesmo com todos estes cuidados, tinha dia que os valores escapavam, mas eu tinha que ter paciência e saber que esses escapes não dependiam só de mim na maioria das vezes, eram desvaneios da própria doença ou confusão com os hormônios adicionais da gestação.



Durante a gestação foi fundamental o apoio do meu marido, que me acompanhou em todas as consultas e com muito cuidado me ajudava nos controles, e me vigiava também quando a vontade de comer algum doce a mais fora dos momentos de hipoglicemias era grande. Ele acordava comigo durantes todas as noites para os controles da madrugada, que inicialmente eram de 2 em 2 hs e no final fechamos só em um dextro às 3hs da madrugada. Minha família e amigos, também muito confiantes, oravam por minha gestação e nosso bebê a todo tempo. Muitas novenas nós fizemos e muitas foram realizadas para nós também.



Na madrugada do dia 24/07/2014, às 3:45 hs, com 37 semanas e 6 dias, de parto cesárea (tive medo de ter parto normal, mas poderia ter sido sem problemas), nasceu nosso príncipe: Davi Luiz, lindo, perfeito, saudável, com 3.220 Kg. Um presente de Deus nos confirmando que com Deus podemos tudo e que podemos confiar sempre nEle: “Não tenhais medo”, “Pedis e recebereis”, sempre lia esses trechos da Bíblia entre outros trechos para me fortalecer.



Para as mulheres diabéticas que querem ser mãe, acreditem que é possível. Se cuidem, leiam sobre o assunto, conversem com outras mães no mesmo estado e façam a parte que cabe a cada diabético: se cuidar constantemente. Vamos aumentar a estatística de gestações de mães diabéticas.




Quanto à recuperação da cirurgia, foi uma bênção. Recuperei-me super bem! A cirurgia se cicatrizou no tempo normal e não tive nenhuma intercorrência, é claro, segui com muito cuidado todas as orientações médicas. A foto abaixo é de 1 mês após o parto, não tive problemas para voltar ao meu corpo pré gestação.


A amamentação exige bastante cuidado pelo fato de acontecerem muitas “hipos” neste período, mas com uma dosagem de insulina correta e uma alimentação adequada é possível controlá-las.



Que Deus continue abençoando cada uma de nós!








Consulta frustrante...

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Hoje acordei animada para minha consulta com a endocrino, adoro ir para a clínica, rever as recepcionistas, o pessoal da faxina,da copa, da segurança,enfermagem, equipe médica...São quase 8 anos lá, fiz amigos pessoais que vêm na minha casa, que trocamos confidências... Revê-los é sempre uma benção.

A consulta era 8:40, levantei as 5:20, fiz meu ritual de DM, me aprontei e fui pro ponto de ônibus. Peguei um mega trânsito para chegar lá, esperei  bastante tempo para ser chamada,enquanto isso fazia novos amigos na sala de espera.

Ao chegar na sala, revi minha adorada médica, ela com aquele jeito humano,caloroso e delicado fez com que eu me tornasse a paciente que sou hoje... Porém quando ela viu que minha glicada subiu de 6,4% para 7,1% ficou muito desapontada, por mais que estivesse dentro "da média", subiu e subiu consideravelmente. Dentro de mim eu sabia os motivos entre eles:

-Menos exercícios físicos,

-Novo trabalho, tenho trabalhado menos fora, tô mais home office,  porém quando vou in loco é muito desgastante, de tirar meu couro srrs. Tenho menos tempo para medições, para comer e etc, tive que tomar muito cuidado com as hipos e isso fez com que tivesse hipers e por ai foi,

- Fiquei doente,

-Tive hipers sem explicação, troquei cânula, fiz contagem de CHO ,correções e nada... Gente! Como eu odeio quando isso acontece, quando esta bendita diabetes me faz de palhaça.

Confesso que quando vi o resultado da glicada pela internet  já tinha me chateado, algumas pessoas me disseram que estava bom, mais eu não estava feliz, tenho um medo dentro de mim, medo de voltar a ser a paciente com glicada acima de 10%,medo de perder o controle da situação,medo de deixar me envolver com meus problemas e cuidar menos do DM, medo das sequelas, medo de me acostumar com a glicada subindo, eu tenho meus medos... Por mais que eu saiba quem sou e blá (e tudo o que a psicologia possa explicar) eu tenho meus medos,minhas fragilidades... E não me envergonho disso...

Se vocês verem meus exames dá gosto de ver, como trabalho com catalogação não poderia ser diferente... Tudo em ordem cronológica os mais antigos encadernados (eu não os jogo fora), os que não encadernei estão em pastas muito bem organizado e identificados, toda e qualquer pessoa aqui de casa sabe onde estão meus exames e como estão arrumados... Nisso me orgulho, é bonito de ver.

Minhas planilhas de controle são organizadas por ano, de dezembro á janeiro, encadernadas ou em pastas com caneleta.

Dizem que sou perfeccionista por ser virginiana, eu não acredito em signos mas quem sabe... Ser tão controlada ou controladora, defina como quiser, não me dá vazão ao que houve...

Quando vi o desapontamento da minha médica, juntei com o desapontamento que eu estava, a consulta acabou pra mim ali, conversamos e eu nem me lembro mais sobre o que...

Na volta para casa encostei a cabeça no vidro do ônibus e fiquei pensando por que me frustrei tanto. Me frustrei pelos medos acima citados;
Me frustrei pois parece que por um período perdi as rédeas da minha vida, as explicações acima não me pareceram plausíveis;
Me chateei por que no DM ainda não admito pequenos fracassos (ponto a melhorar);
Me frustrei por notar o tamanho do desapontamento da médica e talvez por ter achado que ela não teve uma certa sensibilidade para compreender meus motivos ou melhor os motivos do DM também... Talvez minha chateação foi por que ela nunca tivesse tido esta atitude, não queria ser regada de elogios, queria apenas compreensão, por que eu já sei e tenho noção de onde preciso melhorar, sou uma paciente consciente... Não estou condenando sua postura, estou relatando como me senti, por que a amo e confio planamente em seu trabalho, tanto que estamos juntas há 8 anos...

De repente o filme da minha gestação passou em minha cabeça...Cada consulta levava uma bronca dos demais envolvidos no meu caso por ter tido uma hiper , parecendo que eu era culpada sempre... A única que me acolhia era minha endocrino, ela compreendia e por que agora ela foi diferente? Lembro que na gestação eu só precisava de um chicote para auto-flagelação , eu sabia que não era culpada, mas queriam que eu me sentisse assim...

E por aí vai...

Me senti na fogueira da inquisição...


Imagem retirada da internet,só acrescentei a legenda da mesma.


A agenda da endocrino não está aberta por isso não marquei retorno, meu plano de saúde anda uma tranqueira, sempre lotada, ficarei tentando agendar... Por vias das duvida sai com uma guia para os próximos exames para novembro.

Depois da consulta passei o dia numa moleza,cansada... Me arrastando...

Parece tempestade num copo d' água? Pode ser!

Amanhã estarei melhor? Com certeza!

Quais meus planos? Desde do dia 08/09 já começaram, voltar a me exercitar mais, olho na alimentação e etc...

A vida com o DM é uma montanha russa, altos e baixos, hoje eu só quero  que hoje passe, e eu que continue com minha meta de voltar a glicada para a casa dos 6%... Com menos cobranças, ou não... Mais com a consciência de sempre, preciso de uma glicada em dia por que quero ter saúde e vida pra criar meus filhos e gerar uma nova vida.

Nossa Doce Vida.


Aproveito este post para deixar abaixo o link que mostra os modelos das planilhas de dextro que usei e uso atualmente.

http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/06/minhas-planilhas-de-controles-da.html

Obrigada por me "escutarem"...





Colocar o DIU novamente ou engravidar? Eis a questão...

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Me chamo Luciana Menezes Dias, sou advogada, uso as insulinas NPH e R e sou muito bem assistida por minha equipe médica. São quase 18 anos de Diabetes Tipo I, sem complicações graças a Deus... Meu maior sonho de vida inteira era ser MÃE... Acho que vim ao mundo pra isso... Deus apesar de minha *doença* e de uma gravidez muito complicada e difícil me deu a chance de ser mamãe de uma menina linda, a Maria Eduarda, hoje com 5 anos (quase 6, rsrsrs), ela é saudável, inteligente, esperta... é a minha vida...

Já fiz um depoimento para este blog falando de minha gestação, segue o link:

Acontece que com tanto amor no coração, eu e meu marido sempre quisemos ter outro filho... E como adeptos a adoção, com o coração e muito amor demos entrada no processo em junho de 2013... Queríamos outra menina... No dia da entrevista me preparei como quem vai a uma super festa...Foram exames, entrevistas, papeladas, visitas a abrigos  e eis que  em 2 meses estávamos juridicamente habilitados!!!! Pura alegria...

Acontece que em abril de 2014, foi quando meu DIU venceu e eu precisava trocar... Hora de retornar ao GO, fazer preventivo, conversar novamente sobre a  nova colocação de DIU.. E o dia da consulta chegou... 

Eu e meu esposo tivemos uma longa e reflexiva conversa, ali estaria a decisão final de nossas vidas como "pais de útero". O que pesamos em nosso diálogo:

- A paixão pela adoção;

- A pressão arterial que não anda muito boa, e o medo...

-Medo de morrer ou ter alguma sequela numa segunda gestação que poderia ser arriscada e deixar Duda sem mãe... Afinal como disse quase 18 anos DM, 37 anos de idade... Pressão já não é a mesma... Enfim...

-Você mais do que ninguém conhece seu corpo e limites, sou bem controlada, porém sinto que meu corpo não tem tanta estabilidade para uma segunda gestação, tem coisas que só a gente sente,não dá para explicar...

Deu sim um aperto no peito em pensar:Colocar DIU de novo? Era dar quase uma sentença de que gravidez nunca mais, já que daqui há 5 anos, impossível pensar nisso com 42 anos, e 22 de DM...

Passei uma semana olhando pra caixinha do DIU novo, então no dia marcado com GO para colocá-lo olhei pra minha filha e também para as coisas já estão compradas esperando um novo bebê que até nome já tem **Bárbara*** , algo soou dentro de mim e tive ainda mais a certeza: QUERO SER MÃE NOVAMENTE:DESSA VEZ DO CORAÇÃO... Meu coração e amor são tão imensos que tem lugar sim ,pra amar uma criança que não nascerá de mim, mas nascerá pra mim...

Minha família

Fui ao consultório, coloquei o DIU e saí de lá muito feliz por ter realmente decidido esperar nossa pequena Barbara... Que pelas mãos de Deus e Nossa Senhora chegará no momento certo e nos trará tanta alegria que não caberá dentro de nós...

Filho é filho e ninguém tira este mérito dele, quer seja de útero ou coração, dois órgãos meus (diferentes) terão chances de gerar e parir e sou grata por isso: Meu útero e meu coração. Deus nos fez assim: Complexos e tão inteiros!!!!

Beijos nossos a todas...


Lu Menezes Dias         

50 tons de uma hipo...

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Na noite anterior ela tinha colocado o bebê para dormir e fomos deitar tendo uma calorosa noite.

A manhã  seguinte estava fria, dormíamos.

Ela se levantou, supus q fosse ao banheiro e de fato foi e voltou pra cama.

Me abraçou e ficamos de conchinha por algumas horas até que adormecessemos.

O abraço era caloroso e nos aquecia, até que suas mãos começaram a transpirar, a posição, local e ambiente eram propícios para transpirações , minha mente viajava... Só que seu corpo estava frio. Tremi. Um filme de sua gestação passava em minha cabeça, os medos que eu tinha...

Fiquei parado por uns segundos sem saber o que fazer, sempre sei o que fazer numa situação como esta, só q fui surpreendido por inúmeras sensações, a do acolhimento, vontade de estar junto e talvez de tê-la num clima como aquele, embora ela dormisse minha mente ia longe.

A chamei, ela com preguiça balbuciava, vi que eu teria que agir de forma ativa, ser o dono da situação... Peguei o glicosímetro e ele como nosso velho amigo nestes quase 8 anos não mentiu,ela estava com hipo.

Fui a cozinha, me imaginando como o marido que quisesse recepcionar sua amada com um belo café da manhã depois de uma noite prazerosa e calorosa, a acordei com carinho para salvá-la daquela situação. Reclamando ela tomou a água  e se reestabeleceu sem ao menos saber que estava desestabelecida.

E como cotidianamente faz, levantou e foi cuidar de seus afazeres sem saber o quanto minha mente viajou em poucos segundos...

Anderson Duarte

Imagem criada por Taciane Giarelli


Valentina, minha guerreira

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Olá! Meu nome é Ariane, sou advogada, tenho 33 anos, sou diabética  tipo 1 há 32 anos, uso bomba de insulina com a insulina Novorapid. Embora tenha um pouco mais de três décadas de DM não tenho nenhuma sequela decorrente do mal controle glicêmico.

Como a maioria dos casais decidimos que seria a hora de termos um bebê, estávamos juntos há 11 anos e casados haviam 4 anos. Sabíamos que com um bom controle minah gestação seria possível. Engravidei em novembro do ano passado,me programei um ano antes tratando com o G.O e com a endocrino, tendo que emagrecer e deixar a glicada em 7. No começo, minhas glicemias não abaixavam estavam sempre em torno de 200 mg/dl, eu levava bronca do meu GO em todas as consultas.

A partir do 3º mes de gestação, consegui controlar minha glicemia, chegando no máximo ate 170mg/dl, sendo que a minha glicada ficou em 5,7%.

Meu GO sempre foi duro comigo, tirando inclusive os carboidratos do café da manhã, lanche da tarde, deixando só no almoço e jantar, e ainda assim bem pouco.Quando ele mudou minha alimentação, fiquei inconformada, revoltada, mas mesmo assim segui e vi que realmente foi mais fácil de controlar tanto a glicemia, quanto o peso.

A partir do sétimo mês, tudo mudou, pois as dosagens de insulina aumentavam semana a semana, o que fazia com que eu ficasse desesperada, pois não queria que nada acontecesse com minha bebê. Procurei não me estressar em meu emprego, tudo para que minhas glicemias não alterassem.


Última foto grávida

Escolhemos o nome Valentina que significa força, vitoriosa, cheia de luz e saúde, escolhi esse nome, junto com o meu marido pois desde a barriga ela sempre foi forte, valente, com vontade de vir ao mundo, fazendo jus ao nome. 

As glicemias chegaram no máximo em 170mg/dl, e eu media de uma em uma hora para não deixar subir.

Meu médico resolveu fazer o parto cesárea com 37 semanas, sendo que desde o inicio ele disse que não ultrapassaria as 37 semanas, tendo em vista o risco.Com 36 semanas de gestação, na ultrassom acusou excesso de liquido aminiótico, motivo pelo qual fui internada por uma semana para controle, sendo que o parto foi feito com 37 semanas e dois dias.


Nosso primeiro contato

Confesso que estava com muito medo da cirurgia, se tudo ia dar certo, se minha bebê precisaria ir para a UTI... Inúmeros questionamentos me rondaram...

Os preparatórios para o parto iniciaram  a meia noite do dia 08 de agosto de 2014. Colocaram soro com glicose na minha veia e as três da manha fui levada para a sala de parto para  tomar a anestesia e fazermos a cesárea. Entrei com a glicemia em 110mg/dl  na sala de parto, sai com 136 mg/dl.

Tive um parto maravilhoso, ocorreu tudo dentro dos conformes, ela nasceu com 3.050g e 47 cm. Linda demais, não precisou ir para a  UTI,o  que era o meu maior medo.

Confesso que durante a gravidez chorei muitas vezes com medo de que não fosse dar certo, chorei por causa do controle doido que eu estava fazendo e de toda a mudança na alimentação, rotinas, enfim, de tudo que estava acontecendo, mas sinceramente, não me arrependo de nada e pretendo ainda ter mais um bebe daqui dois anos.

Amamento exclusivamente e já perdi os 7 quilos que engordei durante a gestação. Estou tendo que tomar muito cuidado com as hipos,pois com a amamentação faz com que tenha mais hipos, sempre quando vou amamentar meço minha glicemia e caso esteja baixa como algo para depois amamentar, alem de reduzir as dosagens de insulina.

Acredito que com um bom controle todas as diabéticas podem ter  filhos normalmente, não esquecendo que a nossa gravidez tem que ter um controle maior, que abrange: alimentação,exercicios físicos (se permitido),controle emocional( o que eu acho que pesa mais) e uma boa equipe médica. Parece sacrifício mais não é! Vale muito a pena! Eu incentivo uma gestação DM dentro do que mencionei acima.


Valentina .