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Diabetes Tipo LADA,Deus, maternidade, família, amigos e Colônia Diabetes Weekend - A melodia que rege minha vida

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Olá! 


Meu nome é Josiane, técnica em enfermagem,mãe da Isadora, esposa do Júlio, filha da Leonita, feliz, completa e eternamente grata a Deus. Tenho 26 anos e há três anos recebi o diagnóstico de Diabetes Tipo LADA . Uso as insulinas Lispro e Lantus na caneta.

Antes de falar sobre minha gestação, acho importante falar sobre o início do meu diagnóstico,  gosto de falar sobre o quanto  a interação e amizade com outros "diabéticos" me ajudou a aceitar e compreender a complexidade do diabetes em minha vida. Ao saber sobre o diabetes, me assustei, deu aquele baque e a gente fica meio sem saber o que fazer, senti isso, porém por  pouco tempo, pois  conheci a Colônia Diabetes Weekend,passei maravilhosos dias ao lado de pessoas com a mesma doença que a minha, que viam a vida de forma otimista e entusiasmada, os profissionais que lá estavam eram super solícitos e alegres. Como isso deu um UP em minha vida! As coisas foram se encaixando sabe? Lá fiz amizades, que quero levar pro resto da vida, elas me ajudaram muito na aceitação e compreensão da doença e desde então, vou em todas as colônias, fui antes,durante e agora vou após a gestação.Viciei!rs

Eu, Robertinha e minha amiga Thaís na Colônia Diabetes Weekend

Está sendo um prazer dar o meu depoimento. Que gostoso falar disso! Desejei muito ser mãe, planejei,esperei e engravidei. 

PLANEJAMENTO,palavra crucial na vida de uma mulher com diabetes, diga-se de passagem.

Acredito muito na vontade de Deus, nem sempre os planos Dele são os nossos, mas aprendi que em tudo há um propósito,mesmo quando sofremos, há um plano maior para nós.

Foi assim que em agosto/2016, infelizmente tive um aborto... Como sofri! Você idealiza um bebê, quer constituir uma família e vem esta notícia...A gente se questiona, pergunta a Deus os porquês da vida até que neste mês de desgosto para mim, que Deus me honrou um ano depois, e, me trouxe meu maior presente, minha filha ISADORA. Sim! Em AGOSTO de 2017, após um ano do aborto, me tornei mãe. Deus é Fiel!

Antes de engravidar li muiiiitooo,estudei, chorei, questionei e principalmente tive muita fé em Deus, acreditei que a vontade Dele é soberana e que tudo acontece na hora e com sua permissão. Nestas minhas buscas de ler sobre gestação e maternidade em mulheres com diabetes, li e vi muita coisa ruim, mas Graças a Deus no meio de tanta má notícia, conheci este blog Maternidade e Diabetes  voltado para o tema que tanto passei a estudar (gestação em mulheres com diabetes), encontrei você Kath e seus depoimentos, falando sempre da parte real e boa de ser uma mãe e ter diabetes, da turbulência de estar grávida e lutando a todo o momento por uma qualidade no tratamento em uma fase tão complexa na nossa vida. Isso foi encorajador! 

E assim comecei a me cuidar,até que o tão esperado POSITIVO novamente chegou as nossas vidas, descobri que estava grávida com exame de farmácia e depois de uma semana fiz exame de sangue, eu já tinha certeza da gravidez, mas sentia muito medo. Foi um misto de sentimentos,alegria pela dádiva da maternidade, porém com o medo de uma nova perda. Minha glicada estava em 6,5% e manteve-se até o final da gravidez. E acreditem, minha amiga Thais DM1, aquela que conheci na colônia também estava grávida, de um lindo menino, o Heitor, tanto que ele é apenas 20 dias mais velho que a Isadora (minha filha).



Eu, meu esposo e nossa bênção.

Resolvemos não fazermos grandes alardes por medo de um novo aborto, foi assim a gravidez toda, a cada ultrassom um alívio e gratidão. Passei a tomar o comprimido AS a fim de evitarmos pré-eclampsia,trocamos a insulina Lantus pela insulina NPH (ordens médicas) e continuei com a Lispro,depois que a Isadora nasceu, voltei para Lantus.

Ao saber que estava grávida me dediquei o quanto pude, embora tenha tido uma resistência absurda a insulina, ia medindo a glicemia e cuidando, além da contagem assídua dos carboidratos. Passei por inúmeros profissionais, endócrino, obstetra, nutricionista e clínico... Que equipe! Gratidão! Muita gente nos apoiando! 

Imaginem que a Faculdade em que eu e meu marido trabalhamos e o pessoal do hospital o qual trabalho, conheceu nossa história, torceram por nós , nos ajudaram,oraram por nós, se desdobraram em atenção e otimismo ao nosso favor.

Tivemos uma universidade acreditando e intercedendo em nós. Dá para acreditar nisso? 


Deus não demora, capricha!


Deus moveu duas instituições ao nosso favor. Vale falar que aprendi muitas coisas sobre este tema lendo o material de estudos dos universitários, pois na Faculdade que trabalhamos há o curso de Medicina, e, por isso pude ler o material de apoio dos estudantes.


Minha mãe,minha vida


 A presença e amor da minha família foram primordiais neste período, meu marido foi sensacional, minha mãe presente e preocupada 24hs por dia e tive um grupo de amigas grávidas que também em muito me apoiou. Entre minhas amigas gestantes, estava a Thais que  tem diabetes tipo I, juntas dividimos nossos anseios e medos, além da ansiedade.



Eu e Thais, ela grávida do Heitor e eu da Isa

Durante a gravidez, eu e meu esposo notávamos a alegria e receio nos rostos das pessoas, elas ficavam felizes pela notícia do bebê, mas receosas pelo aborto que eu já havia tido,era difícil crerem que a gestação poderia dar certo não só pelo aborto,mas também pelo diabetes.
Gravidinhas na Colônia Diabetes Weekend


Foram 36 semanas e 5 dias de gestação e no dia 20 de agosto de 2017, em um lindo domingo Isadora nasceu. Foi uma cesárea tranquila. Ela nasceu com 48 cm e 3,640kg. 

Toda linda! Ao nascer ficou 24hs no berçário por ter tido uma hipoglicemia, mas depois veio para o quarto. Estou amamentando exclusivamente, tenho algumas hipos. Mas poder amamentar me traz uma felicidade que não cabe no meu peito. Usei o sensor Freestyle Libre durante a gravidez e ele me ajudou muito, por isso ainda permaneço utilizando-o, contando com seu apoio para evitarmos muitas descompensações glicêmicas. 


Deus queria que fosse assim e assim foi,nós e o nosso maior presente

Foi difícil lidar com um misto de sentimentos que me sobrevieram, foi pesado lidar com a incerteza das pessoas, chorei, mas venci. Crendo em Deus e fazendo minha parte me cuidando. 

O Diabetes não pode ser maior que a vontade de uma mulher em se tornar ser mãe, considero o diabetes um adjetivo em minha vida,veio para somar e me ensinar a ser uma pessoa melhor. Parece difícil , interminável e incontrolável, mas no final vem a melhor parte, graças a Deus! Esse depoimento é em forma de agradecimento a você Kath e a todas as mulheres que conseguiram atingir o nível top Master da vida ser mãe. 

Parabéns a todas nós!!



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