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Educação em Diabetes,informações e interação=Sucesso Gestacional!

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Oi, Kath! Tudo bem?

Meu nome é Paula, sou diabética desde os 12 anos e sempre sonhei ser mãe. Hoje sou a feliz mamãe da Isabela, mas ouvi muitos nãos, troquei de gineco muitas vezes depois de ouvir que a gestação era impossível e que mais da metade dos bebês de diabéticas morriam durante a gravidez sem qualquer problema aparente apenas por conta da oscilação da glicemia.

Em 2012, pedi demissão do meu trabalho pra poder me dedicar a um novo tratamento da diabetes pra poder realizar meu grande sonho. Na época comecei a usar a Lantus e a Apidra e a contar carboidratos. Virei rata de academia. Malhava todos os dias, duas horas por dia, mas não conseguia baixar a glicada de 8.8%. 

Era tanta cobrança dos médicos, tantos apontamentos de problemas que achei melhor nem tentar com esse resultado.

Três anos passaram. Entrei em parafuso e fui diagnosticada com síndrome do pânico. A medicação tornava impossível engravidar. Fui pra terapia. Lá descobri, em 2016, que meu problema era TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) não tratado na infância. A ansiedade era uma "comorbidade" disso, o que tornava essencial a terapia, mas não a medicação. Parei com o remédio, voltei a malhar e segui na terapia.

Em 2017, começo do ano, fui pra gineco pedir exames pra saber como estava a diabetes e o corpo pois queria engravidar em 2018. Por conta da diabetes nunca tomei anticoncepcional, mas achamos que era melhor não esperar mais e começar a tentar logo, pois o tempo médio de espera até engravidar é de um ano e meio, tempo que podia usar pra regularizar a glicemia. 

Acontece que engravidei no primeiro mês de tentativas. E minha glicada estava em 10.5%. Chorei muito. Não contamos pra ninguém antes dos 3 meses porque ficamos com muito medo de "perder o bebê sem motivo aparente". Quando ouvimos o coraçãozinho na ultra de 8 semanas achei que fosse morrer de felicidade. 



Procurei um especialista em gravidez de alto risco, passei a fazer consultas semanais no HC (Hospital das Clínicas) com a equipe de diabetes e mensais com uma nutricionista especialista em diabetes.

Foi dai que dei uma guinada no tratamento- conheci e amei o FSL (Free Stiye Libre). A dieta low carb também foi fundamental pro meu sucesso. Os exames de glicada eram mensais. E no segundo já tinha baixado a glicada pra 8.8%. 

O ultrassom da 12 semanas foi para acalmar o coração. Isabela se desenvolvia normalmente. Chorei de novo.

No segundo trimestre da gravidez estava com a glicada em 5.5%. Foi preciso muita força de vontade. Nao podia comer nada de carbo porque a sensibilidade a insulina piorou muito. Precisava de 1 unidade de insulina a cada 3 gramas de carbo!  

O obstetra (obrigada Deus por colocar esse médico no meu caminho) também foi fundamental pro sucesso. Primeiro me acalmou: disse que as chances de mau desenvolvimento fetal sao apenas 0.03% maiores em pacientes diabéticas do que numa gestação normal. Depois explicou que os riscos de morte fetal em diabéticas "sem motivo aparente" acontecem a partir de 38 semanas. Isso porque as diabéticas tem maior chance de uma doença chamada poliglobolia- que torna o sangue mais grosso. A partir das 38 semanas, com o bebê grandão, ele pode ter maior dificuldade de bombear o sangue pro coraçãozinho e pode morrer. Mesmo assim ele insistia que tudo estava bem e que eu nao estava numa gestação de alto risco, desde que mantivesse o controle entre 100 e 180.

Lembro de chegar numa consulta, já com 6 meses, e ouvir dele que tinha acabado de fazer um parto de uma diabética com 34 semanas por conta do polidramínio - excesso de líquido amniótico na placenta. Ele explicou que esse é o maior risco na diabetes porque se a glicemia sobe, o bebê consegue combater o açúcar no sangue porque o pâncreas dele está formado já no segundo semestre. Mas o tempo entre a hiperglicemia e a regulação do açúcar, ele vai agir como diabético: tomar mais líquido e fazer mais xixi. Isso aumenta o líquido amniótico, o que torna o bebê mais gordinho do que os bebês de mães não diabéticas. 



Ele explicou também que esse é o motivo dos bebês de diabéticas terem hipos no pós parto. Com o pâncreas já em funcionamento, quando cortam o cordão umbilical, o bebê tem hipo pois já está produzindo insulina em nível mais rápido do que um recém nascido de mãe sem diabetes. Me acalmou também daquela história lá atrás de que oscilação na glicemia mata o bebê- não mata.

A gestação corria tão bem que fui até viajar. Nada longe porque o marido me tratava como ogiva nuclear, mas fomos para Pernambuco curtir 10 dias de merecido descanso.

Ela nasceu de 37 semanas, 2.7 kg e 47 cm, de cesarea, para evitar riscos. Durante toda a gestação engordei 11 kg. Ela não teve hipo no parto - graças ao excelente controle na gestação, e também nenhuma hipo depois. Nasceu linda, esperta e PERFEITA.


Chorei muito e choro sempre contando a história de como gravidez é possível SIM pra diabéticas. Minha filha taí pra mostrar isso. Minha tristeza é já ter 34 anos. Se tivesse engravidado lá atrás, poderia ter outro bebê. 

As medições do free stylelibre são essenciais num bom controle da glicada e recomendo muito o uso para quem quiser engravidar - e tb na amamentação. No primeiro mês foram algumas hipos, mesmo diminuindo pela metade a insulina. Fora isso, somos normais, normalíssimas e merecemos ser mães.



Me disseram que não poderia ser mãe,estava me preparando para adoção...Quando...

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Olá Kath! Tudo bem?

Sou Thaís. Minha história começa em 2014. Eu já estava casada há 2 anos e sentia que era o momento de termos um bebê. 

Sempre ouvi relatos de que seria difícil engravidar, e que mais difícil ainda seria levar a gravidez adiante, foi quando comecei a pesquisar à respeito e descobri o seu blog. Li vários relatos e vi que era possível sim.

Na época conversei com a minha endócrino, ela me orientou a melhorar os controles, pois minha glicada estava em 8%, passei a fazer contagem de carboidratos e usar a insulina apidra mais NPH,  pediu pra eu procurar um GO que atendesse gravidez de alto risco.  Foi o que fiz. 

Busquei no meu convênio e fui fazer todos os exames que ele pediu, inclusive para o meu esposo. No retorno com os resultados um balde de água fria, o medico me disse que não poderíamos ter filhos e que somente por meio de uma inseminação in vitro. 

Parei com os contraceptivos,  já  que não poderíamos ter filhos e a partir daí me dediquei a pesquisar a respeito de adoção. 

O diabetes melhorou nesse período. E eu desencanei de engravidar.

Passaram-se mais 2 anos. Em agosto de 2016 eu saí de férias e junto com meu marido programamos uma viagem para o Chile. No retorno iríamos  atrás da papelada para adoção. 

Ficamos 5 dias no Chile e nesses dias eu teria que menstruar. O que não aconteceu,  chegando no Brasil, fiz um teste de farmácia e pra minha alegria e meu desespero veio o POSITIVO.
Grávida de 32 semanas

Na mesma semana passei com minha endócrino e comecei o pré-natal na Unicamp,  hospital de clínicas de Campinas.

Tive uma gestação muito tranqüila,  sem nenhuma intercorrencia, minha glicada ficou entre 6.8% e 6.2%. Engordei 7.500kg durante toda a gestação. 

No final da gravidez, troquei de G.O por motivos apenas de conveniência,  quis ter o parto pelo meu convênio. 

Minha Luísa no dia 13/04/2017,nasceu com 3.845kg, 49cm, 38sem e 5 dias, cesárea, pois como tenho retinopatia, minha oftalmologista não aconselhou tentar o parto normal. Ao nascer ela teve hipoglicemia e ficou 1 dia e meio na UTI Neonatal até estabilizar a glicemia. Fora isso ela não teve mais nada.
Luisa com 5 meses
Minha recuperação foi muito boa. Fora as várias  hipos que tive no começo, tudo foi bem tranquilo. Luísa mama no peito até hoje.

Hoje penso em ter um filho daqui uns dois anos mais ou menos...

Um conselho que  eu posso dar é: Cuide do diabetes, tenha força e fé, que dá tudo certo.

Luisa com 7 meses