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Com fé, após 4 gestações Tainá nasceu para nos alegrar

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Meu nome é Débora Cerqueira, tenho 33 anos, sou bancária, tenho Diabetes Tipo I há 6 anos, recebi o diagnóstico aos 27 anos de idade. Atualmente faço uso das insulinas Tresiba e Novorapid (ambas na caneta).


Vou tentar contar minha historia de forma bem resumida.


Há 6 anos, comecei emagrecer e ter todos os sintomas que os "diabéticos" já sabem, junto a isso, tinha sucessivas crises de infecção urinária, cheguei a ir no Pronto-Socorro devido a isso, fiz acompanhamento com  ginecologista, tomava antibiótico e nada melhorava. Mexendo em minhas coisas, achei uma guia de exames da minha ginecologista. Quando peguei os resultados, a glicemia em jejum foi o que mais me chamou atenção 247 mg/Dl. Marquei  endócrino, porém a data era distante... Neste interím, um dia na hora do almoço fui cochilar,quando acordei vi tudo brilhando, me levaram para PS e ali começamos o meu tratamento.


Foram dias de grandes aflições e incertezas, não sabia nada sobre a doença e nem conhecia ninguém que a tivesse. Inúmeras vezes me senti sozinha na jornada como "diabética", mas sempre fui acompanhada por minha família e namorado (atual esposo).


Após tudo isso, com 2 anos de diagnóstico, descobri que estava grávida, nós ainda namorávamos, fiquei sem saber como me cuidar, o que fazer... Foi um susto! Não me recordo do valor da glicada, porém tive significativas oscilações glicêmicas, fiquei insensível as hipos... Foram momentos frustrantes, mas felizes pois seríamos pais, glicada chegou a 6,8%,mas não me alegrei, sabia que este valor era a troco de uma glicemia descompensada.


Com 34 semanas de gestação, chegou o pior dia da minha vida, Davi não tinha mais batimentos cardíacos, achei que iria morrer, porém precisei ser forte  por meus pais, que são muito apegados a mim, e não teriam estrutura para me ver prostrada.



Depois de ter perdido nosso filho, engravidei 3 vezes, mas nenhuma delas vingou. Na primeira, tive gravidez ectópica e nas duas seguintes, perdia rapidamente após um sangramento.

Três anos após todas estas perdas , engravidei da Tainá, foi uma gestação de certa forma tranquila, mas confesso que fiquei meio neurótica, media a glicemia muitas vezes por dia a fim de me certificar que tudo estava bem. No inicio da gestação tive um sangramento, e por isso a médica por precaução resolveu me afastada do trabalho até o nascimento da bebê.




No dia 3/9/19 ,minha filha veio ao mundo com 3320kg e 49cm.Nasceu com 37 semanas de parto cesárea, precisou ficar uns dias na UTINeo devido a imaturidade de seus pulmões. Ficou aproximadamente duas semanas internada e teve alta. Terminamos a gestação com a glicada em 5,8%.


Tenha fé e perseverança, mas acima de tudo CUIDEM-SE! É POSSÍVEL UMA MULHER COM DIABETES SER MÃE.



Após indicação, li este blog e amei. Estou feliz em poder contar aqui nossa história.

Abs.











Valentina trouxe cuidado e assiduidade a minha vida

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Me chamo Elaine Freitas, tenho 35 anos, sou de Belo Horizonte - Minas Gerais. 


Venho de uma família com vários casos de diabetes tipo II, mas por algum motivo aos 25 anos fui a "privilegiada" e diagnosticada com diabetes tipo I. Saber que você tem uma doença que traz tantos malefícios não é  facil, foi muito sofrido, tinha acabado de perder a minha mãe e pouco depois descobri que tinha diabetes.


Comecei o tratamento aplicando NPH e Regular, atualmente uso Lispro porém nunca me dedicava por completo, burlava as glicemias, fugia das consultas, não  aceitava a doença e foram  assim por vários anos. 


Sempre quis ser mãe, mas não era uma prioridade...A idade foi chegando e a vontade de ser mãe se foi tornando mais forte. Conheci o meu esposo e fui bem clara que eu queria ter um filho e não iria esperar muito. 


As taxas de glicemia não estavam boas, mesmo com a imensa vontade de engravidar não levava tão a sério a doença. Nao me protegia pra não engravidar e assim a vida seguia. Em um exame oftalmológico descobri que estava com retinopatia diabética, e que teria que fazer o laser, no mês que dei inicio a primeira sessão, descobri que estava grávida.Foi uma alegria imensa, o maior presente que Deus podia me dar. Minha glicada estava em 11%, super alta, veio junto o medo, o desespero...Não queria perder o meu bebê. 


As circunstâncias não eram favoráveis para a gestação, porém naquele momento meu bebê era a coisa mais importante para mim. Procurei um novo endocrinologista e passei a me tratar. 


No primeiro mês tive um sangramento que me deixou morrendo de medo, aliás, os primeiros três meses foram "tensos".O medo da gravidez não  ir pra frente é enorme, mas gracas a Deus  o bebe estava bem. 

Minha meta glicêmica era, glicemia de jejum abaixo de 100mg/Dl, e após as refeições 140mg/Dl. Media a glicemia 10x por dia, e se a glicemia subisse mais do que 150 mg/Dl, ficava apreensiva demais... Conversava com a bebê pra ela chuta e  pra dar algum sinal que estava bem, funcionava.

Minha alimentação mudou completamente, comecei a fazer hidroginástica e assim foram os 8 meses de muito cuidado, preocupação e a sensação incrível  de ter um anjinho crescendo dentro de mim. 


No dia 20 de dezembro de 2018, com 37 semanas, 2.590 kilos, com a glicada em 5.8% nasceu a melhor parte de mim, minha princesa Valentina, escolhi este nome por significar   "pessoa Valente e cheia de saúde". Ela tinha sido valente e resistente em meu ventre. 




O medico me disse que dava pra ver que eu tinha me cuidado, Valentina nasceu pequena, não  era gordinha, não teve macrossomia e isso era sinal que a gravidez foi bem controlada. Era tanta felicidade que não cabia dentro de mim!


Você que é diabética, uma mensagem pra você: "Nós podemos ser mãe SIM! Confie no Senhor e cuide da sua doença. Você  é  o único responsável pelo controle dela!