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Valentina trouxe cuidado e assiduidade a minha vida

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Me chamo Elaine Freitas, tenho 35 anos, sou de Belo Horizonte - Minas Gerais. 


Venho de uma família com vários casos de diabetes tipo II, mas por algum motivo aos 25 anos fui a "privilegiada" e diagnosticada com diabetes tipo I. Saber que você tem uma doença que traz tantos malefícios não é  facil, foi muito sofrido, tinha acabado de perder a minha mãe e pouco depois descobri que tinha diabetes.


Comecei o tratamento aplicando NPH e Regular, atualmente uso Lispro porém nunca me dedicava por completo, burlava as glicemias, fugia das consultas, não  aceitava a doença e foram  assim por vários anos. 


Sempre quis ser mãe, mas não era uma prioridade...A idade foi chegando e a vontade de ser mãe se foi tornando mais forte. Conheci o meu esposo e fui bem clara que eu queria ter um filho e não iria esperar muito. 


As taxas de glicemia não estavam boas, mesmo com a imensa vontade de engravidar não levava tão a sério a doença. Nao me protegia pra não engravidar e assim a vida seguia. Em um exame oftalmológico descobri que estava com retinopatia diabética, e que teria que fazer o laser, no mês que dei inicio a primeira sessão, descobri que estava grávida.Foi uma alegria imensa, o maior presente que Deus podia me dar. Minha glicada estava em 11%, super alta, veio junto o medo, o desespero...Não queria perder o meu bebê. 


As circunstâncias não eram favoráveis para a gestação, porém naquele momento meu bebê era a coisa mais importante para mim. Procurei um novo endocrinologista e passei a me tratar. 


No primeiro mês tive um sangramento que me deixou morrendo de medo, aliás, os primeiros três meses foram "tensos".O medo da gravidez não  ir pra frente é enorme, mas gracas a Deus  o bebe estava bem. 

Minha meta glicêmica era, glicemia de jejum abaixo de 100mg/Dl, e após as refeições 140mg/Dl. Media a glicemia 10x por dia, e se a glicemia subisse mais do que 150 mg/Dl, ficava apreensiva demais... Conversava com a bebê pra ela chuta e  pra dar algum sinal que estava bem, funcionava.

Minha alimentação mudou completamente, comecei a fazer hidroginástica e assim foram os 8 meses de muito cuidado, preocupação e a sensação incrível  de ter um anjinho crescendo dentro de mim. 


No dia 20 de dezembro de 2018, com 37 semanas, 2.590 kilos, com a glicada em 5.8% nasceu a melhor parte de mim, minha princesa Valentina, escolhi este nome por significar   "pessoa Valente e cheia de saúde". Ela tinha sido valente e resistente em meu ventre. 




O medico me disse que dava pra ver que eu tinha me cuidado, Valentina nasceu pequena, não  era gordinha, não teve macrossomia e isso era sinal que a gravidez foi bem controlada. Era tanta felicidade que não cabia dentro de mim!


Você que é diabética, uma mensagem pra você: "Nós podemos ser mãe SIM! Confie no Senhor e cuide da sua doença. Você  é  o único responsável pelo controle dela! 




2 comentários:

  1. Oi Elaine fiquei muito comovida c sua linda história..pois também sou diabética há 18 anos e sempre me disseram q não poderia ter Filhos pois é muito risco ,coisas q toda mulher q sonha ser mãe mas devido ao diabetes muitas pessoas e inclusive médicos nos deixam bloqueados a realizar nossos sonhos... porém devido as histórias q li aqui e inclusive a sua fez com q eu não desistisse do meu sonho ...vou tentar engravidar se for da vontade de Deus será 🙏. Parabéns pela sua benção 😘

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  2. Oi minha querida, desculpe pela demora em repsonder, vá enfrete Deus é contigo. Nós temos uma doença sim, mais com ela podemos viver como pessoas normais, se cuida que já deu certo! Encontre um médico que te encorage não que te faça se sentir pior, pondemos sim ser mamães com a graça de Deus. Muito obrigada! E já deu certo para todas nós!! ❤

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